Os olhos brilhando de repente, como se fosse criança por um momento. Os lábios descortinando um mundo novo através das palavras. As mãos gesticulando até encontrarem repouso nas minhas.
Faz falta o riso solto. Assim como a dancinha engraçada, os dedos se entrelaçando, o bocejo atrasado às dez e meia da manhã. Mas é que de vez em quando, e eu digo muito de vez em quando mesmo, a gente precisa do silêncio cortante da solidão pra ouvir a voz que insiste em ecoar no peito.