Texto #1
Eu queria ser do tempo em que se namorava no portão.
'tá, uma pinóia. Mas confesso que gostaria que os relacionamentos amorosos, na prática, tivessem estacionado na época em que o Atari era hype.
Vejam o caso do MSN. Não há nada mais complexo do que demonstrar interesse sem ser por demais oferecida quando se usa o messenger. Uma ferramenta abominável, que consegui praticamente abolir de meu cotidiano com a graça de Deus. Fingir autoconfiança ao vivo é bem mais fácil.
Já o vício orkutiano é vida. Destruidor da vida, na verdade, mas isso não vem ao caso. Você conhece o bofe, imagina-se vestida de noiva okay, menos e se desilude ao ver que o pobre coitado resolve problemas no Buddy Poke ou posta na Deus me disse: desce e arrasa. Puf. Lá se foi mais um caso de amor.
Como se não bastasse tudo isso, há o twitter. Li há pouco uma dúvida plausível a respeito do site e conferi todos os meus 944 tweets. Ver-go-nha. Em síntese, trata-se de espaço no qual lamento frequentemente a desgraça que é viver, faço apelos humilhantes a seres do sexo masculino e choro. Dignidade pra quê, eu me pergunto.
'tá bem. Nem tudo pode ser negativo. O flickr é uma belezura - só sendo muito mais estúpida que de costume tornaria público algum registro fotográfico no qual minha falta de fotogenia estivesse claramente demonstrada. Ainda, posso exibir meus amigos e minha adorável vida social, criando assim uma imagem falsa descolada e de alto-astral constante, o que parece bastante atrativo em tese.
Muito bem. 'tou no flickr, sou gatinha.
E agora que 'tá tudo certo, tenho a péssima ideia de comentar o assunto através de um dos meios mais não-provocativos de todos os tempos: um blog. Shit!
Texto #2 ou "Mais do mesmo"
Procura-se curso no qual se aprenda a flertar corretamente.
Pago bem.
Ass: loser.