Hoje eu fui tomar banho e havia uma pequena aranha (no pun intended) no box.
Lembrei de episódios da mais tenra infância. Na escola, víamos animais semelhantes ao visitar o laboratório e ouvíamos sobre o quão perigosas eram tais criaturas. Deveríamos expulsá-las de nossos lares. Ficar longe delas. Matá-las, se necessário fosse. A qualquer custo, mantê-las em seus devidos lugares - aranhas malditas, grotescas e abomináveis, eis o que eram. Nada além disso.
Pois bem. Tenho 23 anos e não visito laboratórios com meus coleguinhas há um bom tempo. O fato é que gastei alguns minutos olhando o pobre bicho que dividia amigavelmente seu espaço comigo no box e, pra variar, pirando.
Não é só das aranhas que nos ensinam a manter distância, mas também dos loucos (oi?), das vadias, dos gays, dos bandidos e de mais metade da humanidade. É como se carregassem um estigma. Nasceu aranha? Já era. Louco? Delsolivre! Vadia? Taca pedra na Geni. E por aí vai. Ninguém quer saber o que são além desses rótulos simplórios.
Quer dizer, ninguém uma pinóia. Eu quero.
E, observando minha companheira de banho, senti um orgulho imenso disso.
Lembrei de episódios da mais tenra infância. Na escola, víamos animais semelhantes ao visitar o laboratório e ouvíamos sobre o quão perigosas eram tais criaturas. Deveríamos expulsá-las de nossos lares. Ficar longe delas. Matá-las, se necessário fosse. A qualquer custo, mantê-las em seus devidos lugares - aranhas malditas, grotescas e abomináveis, eis o que eram. Nada além disso.
Pois bem. Tenho 23 anos e não visito laboratórios com meus coleguinhas há um bom tempo. O fato é que gastei alguns minutos olhando o pobre bicho que dividia amigavelmente seu espaço comigo no box e, pra variar, pirando.
Não é só das aranhas que nos ensinam a manter distância, mas também dos loucos (oi?), das vadias, dos gays, dos bandidos e de mais metade da humanidade. É como se carregassem um estigma. Nasceu aranha? Já era. Louco? Delsolivre! Vadia? Taca pedra na Geni. E por aí vai. Ninguém quer saber o que são além desses rótulos simplórios.
Quer dizer, ninguém uma pinóia. Eu quero.
E, observando minha companheira de banho, senti um orgulho imenso disso.

6 comments:
matou ou não matou?
jamais!
ela ficou comigo mais um tempo, depois ajudei a pobrezinha a encontrar uma planta pra morar.
Taten é ídala =D
Nos ensinam tanto a manter distância que quando resolvemos chegar perto, recebemos apelidos nada, nada carinhosos. Mas quem liga?
Verdade, que o diga o pobre Gregor Samsa.
Por causa destes preconceitos imbutidos nas pessoas na tenra idade, por vezes mata-se ou faz-se mal a alguém gratuitamente. Vamos exterminar a estupidez humana...
http://www.tchubaduba.blogspot.com/
Tendência a gostar de aranhas. Hm, aranhas. Sei, sei. =P
Post a Comment