Havia a comida da mãe. E os cães de rua com aqueles olhares quase humanos, e os fones de ouvido, e os sapatos bonitos e desconfortáveis, e os cigarros de menta consumidos em boa companhia, e as piadas tolas que surgiam durante as aulas, e os filmes que já assistira inúmeras vezes.
Mas também havia o tempo nublado. E as expressões descontentes das pessoas sentadas nos bancos dos ônibus, e o menino que procurava latinhas no lixo amontoado na esquina, e a notícia ruim que não lhe saía da cabeça, e a ofensa que lhe fora dirigida sem qualquer motivo, e a saudade que só aumentava, e os pensamentos estranhos que vez ou outra assustavam.
Havia muita coisa. E havia tudo ao mesmo tempo. Sendo assim, por quê conseguia enxergar tão-somente esse ou aquele lado?
Um problema de cegueira, talvez. Porque era tudo uma questão de ponto de vista.
Ou não.
Mas também havia o tempo nublado. E as expressões descontentes das pessoas sentadas nos bancos dos ônibus, e o menino que procurava latinhas no lixo amontoado na esquina, e a notícia ruim que não lhe saía da cabeça, e a ofensa que lhe fora dirigida sem qualquer motivo, e a saudade que só aumentava, e os pensamentos estranhos que vez ou outra assustavam.
Havia muita coisa. E havia tudo ao mesmo tempo. Sendo assim, por quê conseguia enxergar tão-somente esse ou aquele lado?
Um problema de cegueira, talvez. Porque era tudo uma questão de ponto de vista.
Ou não.