Wednesday, February 21, 2007

tiop reflitäo oquei!!!11one

A pequena fotografia ao lado desse singelo texto eterniza uma obra exposta no MON. Àqueles que não têm uma visão privilegiada - como eu, adianto que se trata de uma pintura que retrata um estranho ser humano pondo ovos. Ao lado do quadro, há uma legenda com seu respectivo nome, qual seja: Hijo, la vida nos convierte a veces en lo que realmente no somos (de la serie Los consejos de mamá).
Foi o que me bastou para (mais) uma noite de insônia. A tal obra me deixou um tanto quanto nervosa e gastei algumas horas pensando a respeito de seu significado. Talvez se a vida nos convertesse por vezes naquilo que não somos, eu aceitasse a informação com maior facilidade. Em verdade, o problema reside na palavra realmente.
Notem, se tal termo não estivesse ali, a frase assumiria um caráter consideravelmente mais brando. Eu não sou uma artista circense, tampouco um samurai, nem uma passista de escola de samba. Pois bem, agora insiram o aludido vocábulo. Eu realmente não sou pretensiosa, nem uma religiosa fanática, e muito menos uma feminista datada. Sem o dito signo linguístico (hahaha), penso de modo genérico em coisas que simplesmente não fazem parte da minha rotina; ao contrário, quando se trata do título da obra como ele verdadeiramente o é, lembro exatamente daquilo que não sou e não quero ser, sob quaisquer circunstâncias.
O que me tranqüiliza é que, bem, vocês sabem: mamãe nem sempre está correta.

Em tempo: voltar a escrever em primeira pessoa não me fez bem. Vou tomar minha medicação, retorno em breve.

Tuesday, February 13, 2007

please don't slow me down if I'm going too fast¹

"Tenha paciência, você precisa aprender a esperar."
Essa frase e suas variações são algumas das coisas que mais me irritam no mundo. Ora, como se eu tivesse tempo para aguardar que algo ocorra, sem fazer nada para tanto, feito uma bocó.
Paciente, só se for de psiquiatra.

¹Reptilia - The Strokes

Thursday, February 08, 2007

vim pedir um conselho

Você sempre soube que a renovação faz parte da vida. Que as pessoas costumam mesmo ser inconstantes, e que no fundo é exatamente isso que faz com que a maioria das coisas tenha graça - a boa e velha capacidade de surpreender.
Mas um dia você se dá conta de que a única (e repito, justamente a única) situação que desejava verdadeiramente que não mudasse nunca já não é mais a mesma, e que foi alterada a ponto de quase impossibilitar que você a reconheça.

E aí? Como é que fica?

Saturday, February 03, 2007

(a)normal

Gostava mesmo era de se perder nos livros, de observar desconhecidos, de ouvir histórias alheias.
Pensar nos outros era a melhor maneira de fugir de si mesma.