Não é preciso saber muito a meu respeito para perceber que tenho certa obsessão pela língua portuguesa. Leio compulsivamente e escrevo todos os dias. Não gosto de erros relacionados ao referido idioma e a possibilidade de cometê-los me causa certa aflição; contudo, dispenso parnasianismos e afins. Acho cafona.
Agradam-me mesmo as palavras divertidas, aquelas que nos fazem sorrir discretamente quando são lidas ou ouvidas. Dentre elas, claro, encontram-se algumas que denotam certo desprezo ou algo que o valha. Não por acaso, fazem parte da minha lista de favoritas (isso é que é ser simpática e educada). Vejam só que bacana:
Verme - créditos de Pedro. Trata-se de termo pouco utilizado e causa alguma repulsa, o que pode ser bastante útil em determinadas situações. Excelente para designar pessoas notoriamente insuportáveis.
Cretino - créditos de Rafa. Recordo-me de uma professora histérica que supostamente deveria ensinar Biologia quando eu estava na 6ª série. Ruborizada e salivando em níveis anormais, freqüentemente tomada pela ira, a mencionada criatura costumava referir-se a mim e a meus colegas como "seus cretininhos". Sempre achei tal expressão engraçadíssima e fazia certo esforço para não cair na risada.
Jaguara - créditos de João. Desde que me conheço por gente, meu pai reporta-se a pessoas inúteis dessa forma. Não é chula como "vagabundo", tampouco insossa como "folgado". Uma belezura.
Mongol - créditos de Rach. Em minha modesta opinião, soa tão bem que por pouco não consiste em adjetivo de ordem elogiosa.
Claro que o uso dessas e demais manifestações (supostamente) negativas de nosso idioma deve ser moderado. Vivemos em sociedade, de modo que não me parece conveniente distribuir ofensas gratuitamente. Contudo, para quem considera "estranha" um dos maiores elogios que existem, há que se compreender tal predileção. E esse texto termina aqui.
Agradam-me mesmo as palavras divertidas, aquelas que nos fazem sorrir discretamente quando são lidas ou ouvidas. Dentre elas, claro, encontram-se algumas que denotam certo desprezo ou algo que o valha. Não por acaso, fazem parte da minha lista de favoritas (isso é que é ser simpática e educada). Vejam só que bacana:
Verme - créditos de Pedro. Trata-se de termo pouco utilizado e causa alguma repulsa, o que pode ser bastante útil em determinadas situações. Excelente para designar pessoas notoriamente insuportáveis.
Cretino - créditos de Rafa. Recordo-me de uma professora histérica que supostamente deveria ensinar Biologia quando eu estava na 6ª série. Ruborizada e salivando em níveis anormais, freqüentemente tomada pela ira, a mencionada criatura costumava referir-se a mim e a meus colegas como "seus cretininhos". Sempre achei tal expressão engraçadíssima e fazia certo esforço para não cair na risada.
Jaguara - créditos de João. Desde que me conheço por gente, meu pai reporta-se a pessoas inúteis dessa forma. Não é chula como "vagabundo", tampouco insossa como "folgado". Uma belezura.
Mongol - créditos de Rach. Em minha modesta opinião, soa tão bem que por pouco não consiste em adjetivo de ordem elogiosa.
Claro que o uso dessas e demais manifestações (supostamente) negativas de nosso idioma deve ser moderado. Vivemos em sociedade, de modo que não me parece conveniente distribuir ofensas gratuitamente. Contudo, para quem considera "estranha" um dos maiores elogios que existem, há que se compreender tal predileção. E esse texto termina aqui.
