
Se eu tivesse uma tendência um pouco maior a acreditar em teorias da conspiração e similares, provavelmente já teria concluído que fui alvo de alguma experiência genética, a qual produziu um (ou mais de um) clone meu. Há cerca de 6 anos, diversas pessoas têm repetido sistematicamente que conhecem uma menina igual a mim. Parecida não; há relatos de que se trata de uma cópia fiel desta que ora escreve. Ui, que medo!
A história teve início quando uma desconhecida se aproximou de mim nos corredores do colégio onde então estudava, rindo e dizendo que tinha novidades bombásticas para me contar. Eu, que me encontrava num estado de considerável estafa mental - o que não me permitiu ter presença de espírito suficiente para fingir que éramos realmente amigas e tomar conhecimento acerca das fofocas, respondi que não me lembrava dela. A pobrezinha ficou roxa de vergonha e disse ter se confundido, "mas é que você é igualzinha a uma amiga minha!". E pediu desculpas umas 18 vezes antes de se retirar.
Desde então, episódios semelhantes têm se repetido com notória freqüência. Gritam nomes distintos do meu esperando que eu responda e perguntam se sou parente de fulana quase toda semana. Outro dia um carro passou por mim e a motorista buzinou freneticamente antes de gritar "Vê se me liga mais vezes, mulher do inferno!".
A princípio pensei que se tratasse apenas de alguém cuja lata lembra a minha, mas os comentários são sempre no sentido de que falamos, andamos e nos comportamos da mesma maneira. Tentei me desvencilhar do assunto buscando me convencer de que as pessoas são meio doidas e não têm discernimento para distingüir umas das outras, mas há pouco minha irmã viu meu espectro ("espectro" é bacana, hein, chamarei meu clone assim a partir de agora). Nas palavras dela, "eu tinha certeza de que você estava em casa, mas até a roupa era idêntica à sua. Vai ver é seu espírito, credo!". Saravá Exu!
O fato é que contei essas baboseiras todas para lançar uma espécie de campanha. Se existe uma criatura tão similar a mim, ora, sou eu a maior interessada em conhecê-la. Por tal razão, se acaso você, caro leitor, esbarrar com a Tatiana-que-não-é-Tatiana perambulando por aí, lembre-se do tempo que perdeu lendo essas singelas linhas e dê um jeito de trazer aquela até mim. De preferência, viva.
A história teve início quando uma desconhecida se aproximou de mim nos corredores do colégio onde então estudava, rindo e dizendo que tinha novidades bombásticas para me contar. Eu, que me encontrava num estado de considerável estafa mental - o que não me permitiu ter presença de espírito suficiente para fingir que éramos realmente amigas e tomar conhecimento acerca das fofocas, respondi que não me lembrava dela. A pobrezinha ficou roxa de vergonha e disse ter se confundido, "mas é que você é igualzinha a uma amiga minha!". E pediu desculpas umas 18 vezes antes de se retirar.
Desde então, episódios semelhantes têm se repetido com notória freqüência. Gritam nomes distintos do meu esperando que eu responda e perguntam se sou parente de fulana quase toda semana. Outro dia um carro passou por mim e a motorista buzinou freneticamente antes de gritar "Vê se me liga mais vezes, mulher do inferno!".
A princípio pensei que se tratasse apenas de alguém cuja lata lembra a minha, mas os comentários são sempre no sentido de que falamos, andamos e nos comportamos da mesma maneira. Tentei me desvencilhar do assunto buscando me convencer de que as pessoas são meio doidas e não têm discernimento para distingüir umas das outras, mas há pouco minha irmã viu meu espectro ("espectro" é bacana, hein, chamarei meu clone assim a partir de agora). Nas palavras dela, "eu tinha certeza de que você estava em casa, mas até a roupa era idêntica à sua. Vai ver é seu espírito, credo!". Saravá Exu!
O fato é que contei essas baboseiras todas para lançar uma espécie de campanha. Se existe uma criatura tão similar a mim, ora, sou eu a maior interessada em conhecê-la. Por tal razão, se acaso você, caro leitor, esbarrar com a Tatiana-que-não-é-Tatiana perambulando por aí, lembre-se do tempo que perdeu lendo essas singelas linhas e dê um jeito de trazer aquela até mim. De preferência, viva.